Compulsão Alimentar, Tabagismo, dependência de álcool e outras substâncias
Transtornos que vão do prazer à dependência
Compulsão Alimentar
A compulsão alimentar caracteriza-se por episódios recorrentes em que o paciente consome, num curto intervalo de tempo, grandes quantidades de alimentos, de forma automatizada em busca de prazer. Geralmente, são alimentos calóricos e industrializados que também resultam em profunda culpa depois.
O problema acontece por conta de um distúrbio químico, derivado de outros desequilíbrios, geralmente associados a depressão e ansiedade. Para identificar o problema, é necessário avaliar se os episódios têm se tornado frequentes e se o consumo exagerado ocorre por compulsão ou simplesmente por fome emocional.
Para te ajudar, é indicado buscar auxílio de um médico psiquiatra para relatar sua relação com a comida e obter o apoio necessário, seja para evitar ou tratar a compulsão.
As causas da compulsão alimentar, assim como grande parte dos transtornos psiquiátricos, são diversos e variam de acordo com cada pessoa e suas experiências de vida. Entretanto, a causa mais comum é ligada a fatores emocionais, uma vez que a comida pode servir como válvula de escape em diversas situações, como por exemplo, em pacientes com crises de ansiedade.
compulsão alimentar?
O tratamento para compulsão alimentar se inicia com a identificação do problema a fim de entender se o problema está relacionado com outras doenças ou não. A partir da identificação da raiz do problema, cabe ao médico indicar os tratamentos e/ou medicamentos apropriados.
Para o tratamento de compulsão alimentar, assim como outros transtornos alimentares, é comum o acompanhamento multidisciplinar entre psiquiatra, psicólogo e nutricionista.
Se identificou com algum problema e busca atendimento humanizado para tratar?
Alcoolismo
O alcoolismo é uma dependência crônica caracterizada pelo consumo frequente e incontrolável de bebidas alcoólicas. A causa pode ter predisposição genética, mas também pode estar associada a ansiedade, angústia, depressão, luto e outros problemas de cunho emocional.
No Brasil, de acordo com a OMS, 10% da população sofre com o alcoolismo e dentro deste número a prevalência de homens ocupa 70% dos casos.
O uso frequente e indevido do álcool traz inúmeros prejuízos tanto para o indivíduo, quanto para os amigos e familiares, portanto, para o sucesso do tratamento é essencial receber apoio e envolvimento dos familiares.
Na clínica, após o reconhecimento da síndrome, junto com o paciente, buscamos as melhores soluções para lidar com o problema, como a desintoxicação, prescrição de medicamentos e, em alguns casos até a internação consentida, sempre buscando o acolhimento e a participação ativa do paciente em todas as etapas.
Tabagismo
O tabagismo é o hábito de consumir cigarros e/ou outros produtos à base de nicotina, presente nos itens com tabaco. Considerado como um vício, o tabagismo causa uma dependência física, psicológica e comportamental muito parecida com outras drogas, como a cocaína, por exemplo.
Além da nicotina, o cigarro contém outras milhares de substâncias tóxicas que, de acordo com a OMS, podem causar ao menos outras 50 doenças respiratórias, cardiovasculares e hepáticas.
O fumo passivo consequências que vão além do indivíduo
O fumo passivo acontece quando a pessoa que não fuma, respira a fumaça do cigarro e, ao longo do tempo, começa a ter os mesmos problemas de um fumante tradicional. De acordo com a OMS, crianças que vivem com fumantes podem ter mais chances de pneumonia, bronquite e asma. Enquanto os adultos, tendem a ter 10x mais chances de câncer de pulmão e 5x mais chances de sofrer um infarto.
tabagismo?
Deixar o tabagismo de lado traz benefícios significativos em relação a qualidade de vida, mesmo que o indivíduo já esteja com alguma doença pré existente. Entretanto, é um vício que precisa de tratamento adequado, medicações e apoio de uma equipe multidisciplinar.
Na psiquiatria auxiliamos o paciente a lidar não só com a dependência, mas também com a abstinência e as possíveis recaídas por meio de terapias de reposição de nicotina, medicamentos para controlar os níveis de ansiedade, psicoterapia e outras opções, levando sempre em consideração o bem estar físico e mental do paciente.
Dependência química
A dependência química é considerada pela OMS como um conjunto de fenômenos comportamentais, cognitivos e fisiológicos que se manifestam após o uso recorrente de substâncias psicoativas.
O problema, é visto em muitos casos como uma fraqueza, entretanto deve ser tratado como uma doença, pois diferente da vontade de consumir determinada substância, o organismo do indivíduo não consegue ficar sem. Essa dependência, também conhecida como vício em drogas, traz outros diversos malefícios, que envolvem não só a saúde física, como também a capacidade cognitiva do indivíduo, tornando-se incapaz de raciocinar de forma clara em algumas situações por conta do excesso de de substâncias.
a dependência química?
A dependência química não tem uma causa específica, mas geralmente, está ligada a um conjunto de fatores sociais, genéticos e ou até mesmo econômicos que podem influenciar de maneira direta ou indireta na doença.
Em relação aos tratamentos, assim como qualquer outra doença necessita de diagnóstico e acompanhamento médico especializado durante e após o tratamento para evitar recaídas e crises de abstinência.
As alternativas são diversas e variam de acordo com cada paciente, mas, em geral, se inicia com a redução de danos e, posteriormente, com o tratamento da dependência. Além disso, a motivação do paciente em sair da condição em que se encontra também interfere diretamente nos resultados. Em geral, o tratamento envolve o uso de medicações, psicoterapia e envolvimento familiar na terapêutica.